segunda-feira, 19 de agosto de 2013

SE HOUVESSE UMA EQUIPE MULTIDISCIPLINAR NA ESCOLA

Estou aposentada por invalidez. Fui professora durante 28 anos até ser acometida pela Síndrome de Burnout. Desde 2010 só tenho pesadelos com a escola, mas isso não me impede de sonhar acordada com uma realidade bem diferente da que vivi:

SE HOUVESSE UMA EQUIPE MULTIDISCIPLINAR NA ESCOLA, eu escolheria estes profissionais:

O Físico, professor, pesquisador e escritor renomado Dr. Newton de Carvalho Braga diria que: Limites - No Brasil, a NR-15 fixa os limites de tolerância à exposição aos ruídos contínuos ou intermitentes. Para uma jornada de trabalho considera-se o efeito cumulativo da exposição aos ruídos. A exposição é calculada levando-se em conta o tempo de exposição e a intensidade. Nível de Ruído -> Exposição Diária Máxima Permissível 85 dB -> 8 horas. Se isso não for considerado, podem-se causar danos ao organismo, como lesões e degenerações no aparelho auditivo, vertigem, fadiga, irritação, nervosismo, taquicardia e aumento da pressão arterial.

O Engenheiro Civil Amantino Cerci Jr., Mestre na sua atividade, diria que: Os projetos estruturais devem ser mais bem planejados e gerenciados, para que as manifestações patológicas a eles atribuídas possam ser amenizadas ou eliminadas.

O Arquiteto Francis Júnior diria que está preocupado com o ser humano que ocupará esta construção. Com o indivíduo, com as relações entre o homem e o espaço construído. meu ip

Os Sociólogos Darlan Carlos Dias e Rita de Cássia Marchi diriam que na “sala de aula”, para ser aceito no grupo o jovem serve aos interesses deste, reforçando o que é comum aos membros. Os jovens, de forma particular, “tecem” a própria rede simbólica na construção de uma cultura entre pares (cultura juvenil) no meio escolar. Em uma pesquisa verificaram que a prática de “brincadeiras”, “bagunça” e de “falar muito” na sala de aula, segundo os jovens, os distingue dos demais. Outros disseram não gostar de estudar. Poucos não conversam e tiram boas notas. Esta é a realidade.
O Antropólogo Celso dos S. Vasconcellos diria que: O "único" problema do professor é que ele é um sujeito concreto - não é anjo, um ser abstrato -, que trabalha com alunos também concretos, numa realidade concreta; se não fosse isto, tirando a concretude do real, seria superfácil ser professor, mas aí também não haveria necessidade de sua existência... Temos uma clareza: ser "dador" de aula, "tomador" de conta de aluno é fácil, mas ser professor, no seu sentido radical, não é fácil não. Por isto o professor precisaria ser muito bem formado e muito valorizado.

O Médico Dr. Drauzio Varella diria que: Evolutivamente, o homem não foi preparado para suportar o grau de tensão contínua e constante a que está exposto todos os dias. Ao deparar-se com a fera ameaçadora, o homem primitivo matava-a ou fugia. De volta à caverna, relaxava e recompunha o equilíbrio orgânico e emocional indispensável para sua sobrevivência. Hoje, o direito a essa pausa revigorante desapareceu da vida das pessoas. Mergulhadas nos compromissos e problemas, elas nem se dão conta de quanto o corpo reclama dessa agressão permanente. Recomendar mudanças no estilo de vida pode parecer utopia. No entanto, se esse processo não for interrompido, os males causados à saúde e à qualidade de vida podem tornar-se irreversíveis.

O Psicólogo Hamilton Viana Chaves diria que a Psicologia Escolar contribui para alcançar os objetivos educacionais e para a recuperação da capacidade de transformação contínua da Instituição Educacional. Para tanto, questiona a eterna repetição dos discursos e das práticas que tomam como naturais ou individuais as queixas escolares, como a repetência, a evasão e os “maus comportamentos”. A Psicologia concebe a queixa escolar como fabricada no interior de um sistema complexo de relações – em que estão situados professores, equipe técnica e administrativa, alunos, família e a comunidade – estruturado de certo modo e em dado momento da história da Instituição e dos seus protagonistas.

O Advogado Dr.Vitor Mattoso diria que elaborar um Código Disciplinar é fundamental para manter a ordem e o progresso dentro da Unidade Educacional. Para que o Código Disciplinar seja devidamente redigido, é necessário fazer uma análise completa das situações que já ocorreram e, principalmente, daquelas que podem ocorrer, sem esquecer-se de mencionar qual será o procedimento a adotado para os casos não especificamente previstos no documento.

A Fonoaudióloga Jaqueline Oliani Ijuim nos diria o que fazer para poupar a laringe de esforços desnecessários que muitas vezes são feitos e trazem prejuízo à voz e desconforto ao falante. A higiene vocal deve ser seguida por adultos e crianças, mas principalmente por profissionais que usam a voz como meio de trabalho. A disfonia do professor vem sendo considerada como doença profissional e social na maioria dos países. Dentre os profissionais da voz, o professor tem apresentado maior incidência de problemas vocais. As causas mais comuns são: utilização da voz por horas seguidas, tensão muscular, padrão respiratório alterado, falar em ambientes ruidosos, competindo com o som. Nas pesquisas realizadas no Brasil e no mundo as queixas mais citadas pelos professores foram: cansaço vocal, rouquidão, ardência e pigarro.













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